Estava vendo um documentário sobre a ocupação dos EUA no Iraque, sua política de guerra ao terror. Infelizmente, nossa imprensa/televisão/internet não é decente. Mas lá fora parece ser. E o que me impressionou, depois de assistir a milhares de casos de árabes/iraquianos/afegãos/muçulmanos sendo levados encapuzados dentro de aviões para Guantanamo, sem direito a advogado, submetidos a torturas, sem nenhuma notícia da família etc. foi: como é possível que essa cópia de Hitler, chamada Bush, aja assim e não haja uma terceira guerra mundial? Protestos dentro e fora dos EUA, o tempo todo? Como é possível que nosso mundo, que já viu o nazismo, que a todo e qualquer momento lembra do holocausto, não levanta mais do que algumas frases indignadas vindas de intelectuais sobre essa versão nova do nazismo? Pois é isso que está acontecendo. Milhares de árabes/iraquianos/afegãos estão sendo mortos em suas casas, tirados delas, levados para o outro lado do mundo para serem presos, sem esperança de serem devolvidos aos seus países, e está tudo bem. Por que?
Porque o tamanho da injustiça depende do dinheiro, da cor e da origem étnica de quem está sendo injustiçado. Vejamos um exemplo mais familiar:
A tal menina Isabella, que foi morta pelo pai e sua mulher. Nunca se viu um assassinato acompanhado tão de perto, tão esmiuçado, tão glamouroso quanto esse. Mas, basta pensarmos um pouco para imaginarmos quantos casos iguais ou piores acontecem por esse país afora. Mas o máximo que conseguem é um "pai monstro mata filha e depois enche a cara" num jornal pingando sangue. A polícia vai lá, esfola o pai, joga num presídio e está resolvido. Mas, com o pai da tal Isabella, não... Quando os dois foram intimados a depor, a polícia não considerou que o fato de eles não aparecerem fazia dos dois foragidos. Afinal, duas pessoas de classe média, brancas, não vão fazer essa coisa feia. Claro. Só os dois estavam em casa. Era um prédio. A menina foi jogada depois de ser estrangulada, por uma tela cortada. Mas a polícia só foi dizer que os dois eram culpados depois de excluir todos os outros fenômenos paranormais possíveis. Claro. Agora entendi. Nós não vamos protestar contra o George W. Hitler. Temos nossos próprios árabes/iraquianos/afegãos, e eles são tão gente para nós quanto os de verdade para os americanos.
E está tudo certo, afinal, ainda estamos do lado que não apanha.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Qualquer coisa que se sinta
O que vamos lembrar da nossa juventude? O que conquistamos? Não há nada mais a ser conquistado?
Odeio a nostalgia desinformada dos rebeldes de plantão, que parecem desejar voltar à ditadura para poderem justificar sua revolta de shopping. Mas, sendo sincero, não há mais nada contra o que se revoltar? Vivemos no paraíso?
Estava vendo televisão, e vi um comercial da Oi. Num arremedo de revolução, estátuas sendo derrubadas, a Oi apresentava a maior conquista da atualidade: o desbloqueio de celulares.
Sério, foi isso que conquistamos? É disso que podemos nos orgulhar, em nossos leitos de morte? Esperava mais, sinceramente. Achava que havia mais a conquistar.
Todos já ouviram falar no individualismo, no consumismo, na falta de solidariedade. Mas será que alguém já parou realmente para pensar no que isso significa? Perdemos tudo que pode ser considerado nobre num ser humano? Sentimentos, ideais, utopias? O pragmatismo levou tudo pro ralo, deixando só resultados mensuráveis? A voz da razão venceu, narrada pelo William Waak?
Estou assustado. Nossas maiores preocupações e aspirações são modelos de carro, celular, roupa, e todas as suas parcelas e pagamentos que todos têm mas poucos admitem. A religião que mais cresce se baseia não mais na redenção, na vida após a morte, na caridade, mas no pague agora e vire um grande empresário de sucesso com muito dinheiro e carro, logo, felicidade.
Com o que nos preocupamos? Nada. O que queremos para o mundo? Nada. O cinismo com cara de intelectual venceu. Não adianta, adianta?
É do carro, celular, modelo, roupa que vamos nos orgulhar no leito de morte? Se orgulhar... para quê? Ninguém vai ver ou ter inveja desse orgulho...
Odeio a nostalgia desinformada dos rebeldes de plantão, que parecem desejar voltar à ditadura para poderem justificar sua revolta de shopping. Mas, sendo sincero, não há mais nada contra o que se revoltar? Vivemos no paraíso?
Estava vendo televisão, e vi um comercial da Oi. Num arremedo de revolução, estátuas sendo derrubadas, a Oi apresentava a maior conquista da atualidade: o desbloqueio de celulares.
Sério, foi isso que conquistamos? É disso que podemos nos orgulhar, em nossos leitos de morte? Esperava mais, sinceramente. Achava que havia mais a conquistar.
Todos já ouviram falar no individualismo, no consumismo, na falta de solidariedade. Mas será que alguém já parou realmente para pensar no que isso significa? Perdemos tudo que pode ser considerado nobre num ser humano? Sentimentos, ideais, utopias? O pragmatismo levou tudo pro ralo, deixando só resultados mensuráveis? A voz da razão venceu, narrada pelo William Waak?
Estou assustado. Nossas maiores preocupações e aspirações são modelos de carro, celular, roupa, e todas as suas parcelas e pagamentos que todos têm mas poucos admitem. A religião que mais cresce se baseia não mais na redenção, na vida após a morte, na caridade, mas no pague agora e vire um grande empresário de sucesso com muito dinheiro e carro, logo, felicidade.
Com o que nos preocupamos? Nada. O que queremos para o mundo? Nada. O cinismo com cara de intelectual venceu. Não adianta, adianta?
É do carro, celular, modelo, roupa que vamos nos orgulhar no leito de morte? Se orgulhar... para quê? Ninguém vai ver ou ter inveja desse orgulho...
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Readme
Desculpem, amigos, se ficaram perdidos.
Este blog tem a consciência de que tem 99% de chance de falhar em seu objetivo: discutir, a sério, o que há de errado com nosso país.
Nada de "isso é Brasil", "isso é normal", "faz parte". Não.
Nada de "ah, mas isso é coisa de primeiro mundo", "aí você está querendo demais". Não.
Mas, como disse, ninguém está disposto a discutir de verdade, muito menos com base em textos de um blog.
Numa entrevista à Trip, Diogo Mainardi, que escreve para a veja, disse que gosta do Brasil. E que sua função é provocar. Pelo que entendi, ele só escreve da forma que escreve porque sabe que ninguém está disposto a discutir nosso país. Nisso, ele tem razão.
Os que não estão nem aí, não estão nem aí, mas fazem uma pose de que estão, apesar de cansados.
Os que acham que ligam, acham que não se pode falar mal do Brasil ou do brasileiro. Como se pela nossa posição geográfica estivéssemos isentos de errar.
E aqueles que têm alguma capacidade intelectual e lucidez acabam indo para o humor, pois realmente é difícil falar sério nesse país.
Ah, e ainda há os pruridos político-partidário-ideológicos. Aqueles que se importam com alguma coisa, em geral têm seus partidos e/ou ideologias. E aí passam a se preocupar mais em estar certos ou achar erros no outro. E aí chegamos nessa briga de tapas e beijos entre esquerda e direita, PT, PSDB e DEM, como se tudo isso realmente existisse ou ainda representasse algo de concreto...
E tem os desesperançados. A culpa é dos políticos, da corrupção, dos traficantes, da classe média, dos pobres, isso é brasil, não tem jeito mesmo, o negócio é sair do país. Bem, vão em frente.
Agora, convenhamos, essas brigas, pruridos, discussões, vaidades, egos e interesses nos levaram a algum lugar interessante? Erradicamos a pobreza? Acabamos com a desigualdade social? A violência? Alguém está mais satisfeito que há dez anos atrás?
Então é isso. Este blog propõe, com menos de 5% de chance de conseguir isso, uma discussão do Brasil a partir do zero. Esquecendo partidos. Esquecendo orgulhos de ser brasileiro e não desistir nunca. Esquecendo dogmas de esquerda, direita, centro, capitalismo, comunismo socialismo. Ignorando os especialistas de plantão. Pegando fatos (não opiniões) e pensando em suas consequências e significados, a partir do zero, para tentar chegar a soluções possíveis.
Alguém se dispõe?
*Além disso, aí à direita tem um link para outro blog, para quem se interessar em outro ramo da discussão.
Este blog tem a consciência de que tem 99% de chance de falhar em seu objetivo: discutir, a sério, o que há de errado com nosso país.
Nada de "isso é Brasil", "isso é normal", "faz parte". Não.
Nada de "ah, mas isso é coisa de primeiro mundo", "aí você está querendo demais". Não.
Mas, como disse, ninguém está disposto a discutir de verdade, muito menos com base em textos de um blog.
Numa entrevista à Trip, Diogo Mainardi, que escreve para a veja, disse que gosta do Brasil. E que sua função é provocar. Pelo que entendi, ele só escreve da forma que escreve porque sabe que ninguém está disposto a discutir nosso país. Nisso, ele tem razão.
Os que não estão nem aí, não estão nem aí, mas fazem uma pose de que estão, apesar de cansados.
Os que acham que ligam, acham que não se pode falar mal do Brasil ou do brasileiro. Como se pela nossa posição geográfica estivéssemos isentos de errar.
E aqueles que têm alguma capacidade intelectual e lucidez acabam indo para o humor, pois realmente é difícil falar sério nesse país.
Ah, e ainda há os pruridos político-partidário-ideológicos. Aqueles que se importam com alguma coisa, em geral têm seus partidos e/ou ideologias. E aí passam a se preocupar mais em estar certos ou achar erros no outro. E aí chegamos nessa briga de tapas e beijos entre esquerda e direita, PT, PSDB e DEM, como se tudo isso realmente existisse ou ainda representasse algo de concreto...
E tem os desesperançados. A culpa é dos políticos, da corrupção, dos traficantes, da classe média, dos pobres, isso é brasil, não tem jeito mesmo, o negócio é sair do país. Bem, vão em frente.
Agora, convenhamos, essas brigas, pruridos, discussões, vaidades, egos e interesses nos levaram a algum lugar interessante? Erradicamos a pobreza? Acabamos com a desigualdade social? A violência? Alguém está mais satisfeito que há dez anos atrás?
Então é isso. Este blog propõe, com menos de 5% de chance de conseguir isso, uma discussão do Brasil a partir do zero. Esquecendo partidos. Esquecendo orgulhos de ser brasileiro e não desistir nunca. Esquecendo dogmas de esquerda, direita, centro, capitalismo, comunismo socialismo. Ignorando os especialistas de plantão. Pegando fatos (não opiniões) e pensando em suas consequências e significados, a partir do zero, para tentar chegar a soluções possíveis.
Alguém se dispõe?
*Além disso, aí à direita tem um link para outro blog, para quem se interessar em outro ramo da discussão.
Educação e democracia II
O Senador Wellington Salgado, do PMDB, disse que os franciscanos do PMDB estão com os chinelos gastos.
Um ingênuo que chegasse ao nosso país talvez perguntasse se PMDB é alguma ordem nova de monges. Depois de mais informado, entenderia o que o excelentíssimo senador quis dizer. Os senadores pouco influentes do partido querem cargos do governo Lula, para poderem votar o que o governo quiser.
Em 2005, o caso mensalão escandalizou (?) o país, com o nobilíssimo deputado Roberto Jefferson dizendo que o governo dava dinheiro para os deputados de vários partidos votarem com ele.
Com cargos de primeiro (ministérios), segundo e terceiro escalões (chefia de empresas estatais e outras instituições), sabe-se que uma pessoa tem grandes poderes de roubar e enriquecer ilicitamente, se quiser.
O senador Salgado disse que os senadores precisavam de prestígio em seus estados. Todo mundo achou normal. Todos os meios de comunicação noticiaram isso como se fosse uma pequena alta no preço da alface.
E aí, mais uma pergunta:
Por que é absolutamente normal um partido dizer abertamente que quer cargos para votar de um jeito, e se não houver cargos votará de outro?
Isso não é um mensalão de cargos? Isso pode? Quer dizer, pode até poder legalmente, mas isso é ético? Isso é certo? Se não é, por que ninguém diz isso? Eu sei, essas perguntas já detonam em nós aquele espírito cretino, aquele olhar de você-nasceu-ontem-? e aquela resposta do tipo mas-isso-é-sempre-assim. Mas era para ser?
Será que os eleitores, não nós que às vezes nos consideramos como tais, mas os reais. Será que os eleitores sabem o que é poder legislativo? Qual o seu objetivo? Será que sabem o que é democracia representativa? Será que sabem que o voto do seu senador/deputado sobre uma lei que deveria afetar sua vida depende diretamente do número de cargos/prestígio/dinheiro que o seu caro parlamentar recebe?
E se soubessem, será que aceitariam assim tão placidamente?
Ah, tá.
Um ingênuo que chegasse ao nosso país talvez perguntasse se PMDB é alguma ordem nova de monges. Depois de mais informado, entenderia o que o excelentíssimo senador quis dizer. Os senadores pouco influentes do partido querem cargos do governo Lula, para poderem votar o que o governo quiser.
Em 2005, o caso mensalão escandalizou (?) o país, com o nobilíssimo deputado Roberto Jefferson dizendo que o governo dava dinheiro para os deputados de vários partidos votarem com ele.
Com cargos de primeiro (ministérios), segundo e terceiro escalões (chefia de empresas estatais e outras instituições), sabe-se que uma pessoa tem grandes poderes de roubar e enriquecer ilicitamente, se quiser.
O senador Salgado disse que os senadores precisavam de prestígio em seus estados. Todo mundo achou normal. Todos os meios de comunicação noticiaram isso como se fosse uma pequena alta no preço da alface.
E aí, mais uma pergunta:
Por que é absolutamente normal um partido dizer abertamente que quer cargos para votar de um jeito, e se não houver cargos votará de outro?
Isso não é um mensalão de cargos? Isso pode? Quer dizer, pode até poder legalmente, mas isso é ético? Isso é certo? Se não é, por que ninguém diz isso? Eu sei, essas perguntas já detonam em nós aquele espírito cretino, aquele olhar de você-nasceu-ontem-? e aquela resposta do tipo mas-isso-é-sempre-assim. Mas era para ser?
Será que os eleitores, não nós que às vezes nos consideramos como tais, mas os reais. Será que os eleitores sabem o que é poder legislativo? Qual o seu objetivo? Será que sabem o que é democracia representativa? Será que sabem que o voto do seu senador/deputado sobre uma lei que deveria afetar sua vida depende diretamente do número de cargos/prestígio/dinheiro que o seu caro parlamentar recebe?
E se soubessem, será que aceitariam assim tão placidamente?
Ah, tá.
E a tam?
No blog do Ancelmo, a crise aérea reaparece. No jornal de domingo, o aniversário do desastre da Gol toma ar de melodrama. No blog do Paulo Henrique Amorim, está certo, é tudo criação da mídia. No texto da Eliane Catanhêde de domingo na Folha, fica claro que a tal crise aérea levou ao acidente da Tam.
Dizem que o Brasil é um país sem memória. Não seria melhor chamar de falta de cérebro? Não sei se é exclusividade nossa, mas nunca vi um assunto que levou o William Bonner para fora do estúdio ser enterrado tão rápido, sem ninguém mais falar no assunto.
E mais uma vez, ninguém, mas ninguém mesmo, levanta a mão para perguntar "escuta, e o que deu lá o negócio das caixas pretas? o que causou o acidente?"
NINGUÉM.
O que que está acontecendo? Todo mundo acha isso normal? A mídia, impressa, televisiva, rádio, virtual, é para isso mesmo? Jornalismo é isso? Falar somente do assunto da moda? De quem matou a Taís? Do assalto ao Luciando Huck? Do começo da novela das oito? Nenhum setor da sociedade brasileira é sério?
E se, somente se, alguém quiser levar o assunto do acidente da Tam a sério, como faz? Vai a São Paulo, perguntar para a companhia? Vai para Congonhas? Escreve para o Nelson Jobim?
É com isso que podemos contar para nos informar?
Dizem que o Brasil é um país sem memória. Não seria melhor chamar de falta de cérebro? Não sei se é exclusividade nossa, mas nunca vi um assunto que levou o William Bonner para fora do estúdio ser enterrado tão rápido, sem ninguém mais falar no assunto.
E mais uma vez, ninguém, mas ninguém mesmo, levanta a mão para perguntar "escuta, e o que deu lá o negócio das caixas pretas? o que causou o acidente?"
NINGUÉM.
O que que está acontecendo? Todo mundo acha isso normal? A mídia, impressa, televisiva, rádio, virtual, é para isso mesmo? Jornalismo é isso? Falar somente do assunto da moda? De quem matou a Taís? Do assalto ao Luciando Huck? Do começo da novela das oito? Nenhum setor da sociedade brasileira é sério?
E se, somente se, alguém quiser levar o assunto do acidente da Tam a sério, como faz? Vai a São Paulo, perguntar para a companhia? Vai para Congonhas? Escreve para o Nelson Jobim?
É com isso que podemos contar para nos informar?
domingo, 30 de setembro de 2007
Educação e democracia I
No blog do Ancelmo do oglobo on-line, e no do Repórter de Crime, fotos de jovens estudantes de ensino médio protestando contra a absolvição do senador Renan Calheiros. Ambos festejam um sinal da volta de consciência política na juventude.
Será? Nos comentários, tudo se reduz a uma discussão sobre a localização geográfica dos tais jovens e sua capacidade/direito de protestar. É, estamos mal servidos...
É claro que um jovem de qualquer classe não vai ter idéia do porquê de estar protestando contra qualquer coisa tão ampla. Sejamos sinceros. Muito marmanjo, jornalista de carreira não consegue deixar claro por que o tal senador deveria ter tido seu mandato cassado. Todos falam do assunto com um tom de é óbvio, mas ninguém consegue enumerar argumentos reais.
Longe de mim defender senador, o que me preocupa é a discussão de maluco.
Acho que um país que festeja a volta de estudantes de segundo grau protestando nas ruas está com algum problema. Nada disso pode ser sério. Será que dependemos realmente do que acham meia dúzia de adolescentes de classe média do rio sobre o presidente do senado de um país tão grande como o nosso? Será que consciência política é sair para as ruas, fazer passeata? Só isso? Então paremos as cidades, porque acontecem todo dia coisas claramente pior do que o caso Renan, e ninguém vai pra rua por causa disso.
Tou fugindo do foco. Onde quero chegar é: precisamos de educação. Não educação puramente escolar. Não saber o que o retículo endoplasmático faz, ou o que é uma oração subordinada subjuntiva conjuntiva aditiva dativa. Mas raciocinar. Pegar coisas, fatos, informações ( não estávamos na era delas? ) e conectá-las. Treinar a história de se A igual a B, e B igual a C, então... Só assim viveremos numa democracia. Do contrário, tudo que nos restará será ter esperança nos tais caras pintadas. Falando sério, o Collor saiu, era um %*#$ e tal, mas alguém realmente acha que os tais caraspintados sabiam o que estavam fazendo? Será que alguém realmente acha que os tais jovens (coitados) sabem o que é o senado, o que é o poder legislativo, o que é governo, estado, poder executivo?
E eu ainda me pergunto, por que NINGUÉM está falando disso?
Será? Nos comentários, tudo se reduz a uma discussão sobre a localização geográfica dos tais jovens e sua capacidade/direito de protestar. É, estamos mal servidos...
É claro que um jovem de qualquer classe não vai ter idéia do porquê de estar protestando contra qualquer coisa tão ampla. Sejamos sinceros. Muito marmanjo, jornalista de carreira não consegue deixar claro por que o tal senador deveria ter tido seu mandato cassado. Todos falam do assunto com um tom de é óbvio, mas ninguém consegue enumerar argumentos reais.
Longe de mim defender senador, o que me preocupa é a discussão de maluco.
Acho que um país que festeja a volta de estudantes de segundo grau protestando nas ruas está com algum problema. Nada disso pode ser sério. Será que dependemos realmente do que acham meia dúzia de adolescentes de classe média do rio sobre o presidente do senado de um país tão grande como o nosso? Será que consciência política é sair para as ruas, fazer passeata? Só isso? Então paremos as cidades, porque acontecem todo dia coisas claramente pior do que o caso Renan, e ninguém vai pra rua por causa disso.
Tou fugindo do foco. Onde quero chegar é: precisamos de educação. Não educação puramente escolar. Não saber o que o retículo endoplasmático faz, ou o que é uma oração subordinada subjuntiva conjuntiva aditiva dativa. Mas raciocinar. Pegar coisas, fatos, informações ( não estávamos na era delas? ) e conectá-las. Treinar a história de se A igual a B, e B igual a C, então... Só assim viveremos numa democracia. Do contrário, tudo que nos restará será ter esperança nos tais caras pintadas. Falando sério, o Collor saiu, era um %*#$ e tal, mas alguém realmente acha que os tais caraspintados sabiam o que estavam fazendo? Será que alguém realmente acha que os tais jovens (coitados) sabem o que é o senado, o que é o poder legislativo, o que é governo, estado, poder executivo?
E eu ainda me pergunto, por que NINGUÉM está falando disso?
sábado, 15 de setembro de 2007
E o alemão?
- Num estado em que o Governo diz que vão ser feitas operações como a do Complexo do Alemão em outras favelas da cidade, antes do PAN.
- E depois do pan, o que se vê é a volta de roubos de carros, assaltos, e algumas operações que parecem de festim (desculpem se não é).
E ninguém na imprensa pensa em ir lá perguntar "desculpa, seu governador, mas e aqueles cercos a favelas dos quais o senhor tinha falado... não seria uma boa fazer nos lugares de onde saem esses bandidos que atiraram em trem e roubaram carro?"
Como ter alguma esperança de que poderemos andar um pouco mais tranquilos na rua, todos, independentemente de onde morem?
Será que vai ter copa por aqui?
- E depois do pan, o que se vê é a volta de roubos de carros, assaltos, e algumas operações que parecem de festim (desculpem se não é).
E ninguém na imprensa pensa em ir lá perguntar "desculpa, seu governador, mas e aqueles cercos a favelas dos quais o senhor tinha falado... não seria uma boa fazer nos lugares de onde saem esses bandidos que atiraram em trem e roubaram carro?"
Como ter alguma esperança de que poderemos andar um pouco mais tranquilos na rua, todos, independentemente de onde morem?
Será que vai ter copa por aqui?
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